Cobogó – já ouviu falar?


O cobogó nada mais é que um elemento vazado de nome próprio. O nome aliás, veio através do sobrenome dos três engenheiros de Recife que os desenvolveram: Amadeu Oliveira COimbra, Ernest August BOeckmann e Antônio de GÓis, isso lá em 1929. Os modelos mais comuns são os feitos em cimento e cerâmica, mas encontramos em vidro, mármore e metal.

Eles foram projetados para fechamento ou divisão de ambientes permitindo que neles entrassem luz e ventilação, mas mantendo a privacidade do interior. Na década de 50 eles foram muito utilizados, inclusive em projetos de Niemeyer e Lúcio Costa, e voltam à moda agora em obras contemporâneas de arquitetos brasileiros, ou não.

Esse projeto incrível é de um restaurante na Cidade do México chamado La Nonna, do escritório mexicano Cherem Serrano em parceria com DMG arquitetos. Buscando aproveitar ao máximo os 200 metros quadrados disponíveis o bar ficou centralizado, liberando espaço para mesas e circulação e em todos os lados podemos ver o cobogó – até no teto!

 

O escritório brasiliense Domo Arquitetura utilizou o material em duas mostras. Em 2008 projetaram o Pavilhão Patchwork, uma galeria de arte que misturava diferentes tipos de elementos vazados aleatoriamente com a intenção de criar um fundo opaco e translúcido para as telas que ficariam expostas.

 

Em 2010, aplicou o material, com desenho mais moderno e particular, na fachada da Casa Cor Brasília que homenageava os 50 anos da capital.

 

Nesse projeto do arquiteto Marcio Kogan, chamado de Casa Cobogó, o elemento é personagem central do projeto. Além disso, é assinado pelo escultor austríaco Erwin Hauer, grão-mestre dos cobogós, autor de inúmeros módulos vazados e patenteados.

 

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